Espaço Arte e Cultura

Projeto Artes – Inimá de Paula
Por: 15 de Setembro de 2017 em: Espaço Arte e Cultura

Inimá José de Paula, nasceu emItanhomi, 07 de dezembro de 1918, numa pequena cidade localizada no Vale do Aço, em Minas Gerais. Foi um  pintor, desenhista e professor brasileiro.

Iniciou sua formação em 1937, no Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora. Ainda adolescente dedicou-se ao retoque de fotografias até que, em 1938, residindo em Juiz de Fora, começou a desenhar junto ao núcleo de Antônio Parreiras.

Mudou-se em 1940 para o Rio de Janeiro, onde estudou com Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios e trocou experiências com ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Exercendo ofícios modestos que lhe garantiriam a sobrevivência. Com uma formação autodidata, dotado de enorme obstinação, transformou-se em um dos principais expoentes da pintura produzida no país no pós-guerra, figurando entre os maiores paisagistas modernos, ao lado de Guignard e Pancetti.

Em 1944, estabeleceu-se em Fortaleza, sendo um dos fundadores da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Teve na capital cearense amizades com Antonio Bandeira, Aldemir Martins e Pierre Chalboz, onde fundaram o Grupo Cearense. Ao lado destes artistas, expôs pela primeira vez uma coletiva na Galeria Askanazi no Rio de Janeiro. Tendo Portinari como padrinho, realizou sua primeira exposição individual logo depois, na mesma cidade. Sua pintura na época seguia uma linguagem impressionista e os temas preferidos eram naturezas-mortas e paisagens urbanas.

 

De volta ao Rio de Janeiro em 1945, expôs com Aldemir MartinsAntonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz. Sua primeira exposição individual foi realizada em 1948, no Instituto dos Arquitetos do Brasil. Na década de 1950, ganhou prêmios no Salão Nacional de Belas Artes e no Salão Nacional de Arte Moderna.

 

Isso era só o começo, pois Inimá foi bem mais longe, alcançou em 1952 o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro dado pelo Salão de Arte Moderna. Prosseguiu seus estudos em Paris, entre 1954 e 1956, na Académie de la Grande Chaumière e na École Normale Supérieure des Beaux-Arts. Estudou com André Lhote e Gino Severini. O resultado desta fase foi uma mudança para a pintura abstrata, que apresentou na 5ª Bienal de São Paulo. Voltou ao Brasil em 1955 e suas telas passaram a apresentar paisagens urbanas, figuras compostas por planos, e que revelavam a influência do futurismo de Severini e do cubismo de Lhote. Na década de 1960, mudou-se para Belo Horizonte e voltou ao figurativismo.

 

Conviveu com artistas como Santa Rosa, Antônio Bandeira, Aldemir Martins, Kaminagai, Portinari, Iberê Camargo, Takaoka, dentre outros, recolhendo sempre as melhores lições, sem abdicar de uma linguagem inconfundível. O seu estilo o consagrou como um dos mais autênticos e significativos intérpretes da sensibilidade tropical.

 

De índole lírica, era um artesão das cores, sendo considerado o nosso grande fauvista. Sua pintura, altamente elaborada e estruturada, com características bem definidas e pessoais, mostra, através de fartas e generosas pinceladas, paisagens de múltiplas tonalidades, encantando o espectador.

 

Assim do impressionismo, passando pelo expressionismo e fauvismo brasileiro, bem como temas populares, pintou inúmeras favelas, paisagens urbanas e rurais de uma forma tão bela e marcante que a Fundação que leva seu nome tem o orgulho de preservar sua história, obras e seu acervo, onde pode ser visto e lembrado por todos que o admiram e apreciam a verdadeira arte.

 

Em 13 de agosto de 1999, Inimá de Paula morreu em consequência de um câncer de pulmão que, segundo a família, o acometia havia cinco anos. 

 

Um ano antes de sua morte, estabeleceu a Fundação Inimá de Paula, para cuidar da sua obra. A fundação, em parceria com o governo de Minas Gerais, inaugurou em abril de 2008 o Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte. Atualmente suas obras fazem parte do acervo de inúmeros museus brasileiro e conceituadas coleções em Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Salvador, dentre outros e também no exterior.

 

 

 

Comentário: “Gosto do Projeto Artes. Algumas vezes paro para observar as telas e vejo a conexão da música com a arte.”  Mariana Ribeiro– R.H.