Espaço Arte e Cultura

Projeto Artes – Cândido Portinari
Por: 26 de Junho de 2017 em: Espaço Arte e Cultura

Cândido Torquato Portinari, nasceu em Brodowski, 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café, interior de São Paulo. Foi um  artista plástico brasileiro, considerado um dos artistas mais prestigiados do Brasil, foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional. Em suas obras, o pintor conseguiu retratar questões sociais sem desagradar ao governo e aproximou-se da arte moderna europeia sem perder a admiração do grande público. Suas pinturas se aproximam do cubismo, surrealismo e dos pintores muralistas mexicanos, sem, contudo, se distanciar totalmente da arte figurativa e das tradições da pintura. O resultado é uma arte de características modernas.

Portinari pintou quase cinco mil obras de pequenos esboços e pinturas de proporções padrão, como O Lavrador de Café, até gigantescos murais, como os painéis Guerra e Paz, presenteados à sede da ONU em Nova Iorque em 1956. Na época, as autoridades dos Estados Unidos não permitiram a ida de Portinari para a inauguração dos murais, devido às ligações do artista com o Partido Comunista Brasileiro.

Filho dos imigrantes italianos, com a vocação artística logo na infância, Portinari teve pouco estudo não completando sequer o ensino primário. Aos 15 anos, já decidido a aprimorar seus dons, Portinari deixa São Paulo e parte para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Belas Artes. Durante seus estudos, Portinari começa a se destacar e chamar a atenção tanto de professores quanto da própria imprensa. Tanto que aos 20 anos já participa de diversas exposições, ganhando elogios em artigos de vários jornais.

Os dois anos que passou em Paris foram decisivos no estilo que consagraria Portinari. A distância de Portinari de suas raízes acabou aproximando o artista do Brasil, e despertou nele um interesse social muito mais profundo. Em 1931, Portinari volta ao Brasil renovado. Muda completamente a estética de sua obra, valorizando mais cores e a ideia das pinturas. Aos poucos o artista deixa de lado as telas pintadas a óleo e começa a se dedicar a murais e afrescos. Ganhando nova notoriedade entre a imprensa, Portinari expõe três telas no Pavilhão Brasil da Feira Mundial em Nova Iorque de 1939. Os quadros chamam a atenção de Alfred Barr, diretor geral do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA). A década de 1940 começa muito bem para Portinari. Alfred Barr compra a tela "Morro do Rio" e imediatamente a expõe no MoMA, ao lado de artistas consagrados mundialmente. O interesse geral pelo trabalho do artista brasileiro faz Barr preparar uma exposição individual para Portinari em plena Nova Iorque. Nessa época, Portinari faz dois murais para a Biblioteca do Congresso em Washington. Ao visitar o MoMA, Portinari se impressiona com uma obra que mudaria seu estilo novamente: "Guernica" de Pablo Picasso.

Portinari foi ativo no movimento político-partidário. Em 1952, uma anistia geral faz com que Portinari voltasse ao Brasil. No mesmo ano, a 1° Bienal de São Paulo expõe obras de Portinari com destaque em uma sala particular. Mas a década de 50 seria marcada por diversos problemas de saúde. Em 1954, Portinari apresentou uma grave intoxicação pelo chumbo presente nas tintas que usava.

Desobedecendo as ordens médicas, Portinari continuava pintando e viajando com frequência para exposições nos Estados UnidosEuropa e Israel. No começo de 1962, Candido Portinari morre de intoxicação pelas tintas que utilizava nas telas. 

 

Comentário: “  Antes nunca prestava muita atenção para artes. Depois que vim para Betim, passei a ver no Espaço Artes mais quadros e me interessar mais pelos artistas que são apresentados.”  Lucas Moura– Financeiro