Espaço Arte e Cultura

Projeto Artes – Alfredo Volpi
Por: 03 de Maio de 2017 em: Espaço Arte e Cultura

Alfredo Volpi, nasceu emLucca14 de abril de 1896. Foi um pintor ítalo-brasileiro considerado pela crítica como um dos artistas mais importantes da segunda geração do modernismo. Uma das características de suas obras são as bandeirinhas e os casarios.

Veio ao Brasil com seus pais, com apenas um ano e meio. Volpi nunca se naturalizou, mas seu coração era brasileiro. Desde pequeno gostava de misturar tintas e criar novas cores. Sempre foi fortemente ligado à Itália, um grande admirador dos mestres pintores de sua terra natal.

Mesmo tendo nascido na Itália, Volpi é um dos mais importantes artistas brasileiros deste século. Antes de qualquer coisa, trata-se de um pintor original, que inventou sozinho sua própria linguagem. Foi um autodidata. Sua evolução foi natural, tendo chegado à abstração por caminhos próprios, trabalhando e dedicando-se a essa descoberta. Volpi brincava com as formas, as linhas e as cores. Nunca acreditou em inspiração.

Volpi não participou dos movimentos modernistas da década de 20, apoiados pela elite brasileira. Manteve-se à parte desses grupos. Não teve acesso aos mestres europeus, como era comum na época. Em  1925 iniciou sua participação em mostras coletivas. Entre 1937 e 1940, tornou-se membro do Grupo Santa Helena, onde conheceu o pintor paulista Ernesto de Fiori, que iria influenciá-lo de maneira decisiva. O grupo era formado por artistas paulistas que se reuniam no palacete Santa Helena, desenvolvendo pinturas que retratavam cenas da vida e da paisagem dos arredores de São Paulo.

Em 1944 realizou sua primeira exposição individual, em São Paulo, na Galeria Itá, onde vendeu todas as telas, inclusive uma para Mário de Andrade. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini, quando se impressiona com obras pré-renascentistas.

A partir da década de 1950, Volpi, passa a executar composições que gradativamente caminham para a abstração tendo como exemplo a série de bandeiras e mastros de festas juninas. Recebe, em 1953, o prêmio de Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo, dividido com Di Cavalcanti; em 1958, o Prêmio Guggenheim; em 1962 e 1966, o de melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro, entre outros.

As formas geométricas e as trocas cromáticas começaram nos anos 1970: Volpi preparava várias pinturas parecidas, alterando cores, que os críticos definem como uma combinação inventiva. É a fase das bandeirinhas, sua maior contribuição para a arte brasileira moderna, expressa em seu trabalho “Bandeiras e Mastros”.

 

Comentário: “No primeiro dia que vim a empresa, para participar do processo seletivo, tive um impacto positivo. É muito diferente chegar em um lugar e encontrar exposição de obras de arte, música de fundo. Isso deixa o ambiente mais gostoso e descontraído, promovendo maior tranquilidade. ”  Raquel – Comercial