Espaço Arte e Cultura

Projeto Artes – Mary Cassatt
Por: 01 de Marco de 2017 em: Espaço Arte e Cultura

Nasceu como Mary Cassatt Stevenson em 22 de maio de 1844, na cidade de Allegheny, Pensilvânia, Estados Unidos, em uma família rica, teve seis irmãos.
Seu pai, Robert Simpson Cassatt era um corretor bem-sucedido e especulador de terras, enquanto sua mãe, Katherine Kelso Johnston, era uma mulher bem educada, inteligente e ativa, que teve uma profunda influência sobre Mary.

 

Recebeu uma boa educação e também treinada em habilidades domésticas, bordado, música, desenho e pintura, seguindo o padrão de educação das mulheres de sua geração.

A família viajou para a Europa na década de 1850 e lá viveu por muitos anos. Foi durante este tempo que ela visitou a feira do Mundial de Paris de 1855 e conheceu Degas e Pissarro, tanto de quem se tornou mais tarde seus mentores. A sua paixão pela pintura a fez decidir tornar-se uma artista profissional. Matricula-se na Academia de Belas Artes na Filadélfia para estudar pintura.

Estudou na Academia de 1861 a 1865, mas não estava satisfeita pelo tratamento da instituição dos alunos com as mulheres. Mary terminou seus estudos e mudou-se para Paris em 1866 para estudar em particular.

 

Mary Cassatt retornou à Europa, em 1871. A pintura ‘Duas mulheres jogando flores durante carnaval’ foi bem recebido no salão de 1872 e encontrou um comprador. Logo se espalhou a sua reputação como uma artista em ascensão. Em 1874, decidi estabelecer-se na França e abre um estúdio em Paris.

 

Em 1877, o artista Edgar Degas a convidou para juntar-se aos impressionistas, um grupo que havia começado sua própria série de exposições independentes em 1874. Ela admirava obras de Edgar Degas e imediatamente entrou no grupo, tornando-se a única americana, associada aos impressionistas.

 

Influenciada por Degas e outros, Mary refinou seu estilo e revisou a sua técnica e composição, tornou-se seu mentor e chefe e aconselhou-a tanto na sua técnica, como a encorajou experimentar. Mary Cassatt especializou-se em temas familiares e retratos de mulheres, porque era especialmente fascinada pelo vínculo entre mães e filhos.

 

Ela era uma das principais artistas do movimento impressionista e, juntamente com Marie Bracquemond e Berthe Morisot, fica entre as maiores artistas femininos de seu tempo.

Ao longo de seu envolvimento com os Impressionistas, procurou expressar suas fortes opiniões sobre arte e seus preconceitos contra a tradição dos salões oficiais. A partir de então, recusou-se a receber prêmios e menções e a participar de mostras de artistas mulheres, não acreditando em tal separação ou exclusividade, dizendo que em arte não deve haver tal distinção.

Após a desintegração dos Impressionistas, Mary Cassatt continua fortemente ativa no mundo das artes, atuando como colaboradora na criação de coleções particulares de obras impressionistas e na introdução desse estilo na América, além de continuar seu trabalho como pintora e gravadora até 1914.

 

Neste período, sua maior conquista será na criação de gravuras coloridas, com forte influência da estética japonesa, e suas técnicas próprias, complicadas e bem-elaboradas, terão grande destaque no campo das artes gráficas.

Sofre de diabetes e a partir de 1915 fica praticamente cega, sem poder trabalhar até sua morte em 1926, solteira e sem filhos, em seu château e foi enterrada no jazigo da família, em Le Mesnil-Théribus Château de Beaufresne –Paris.

 

 

 

Comentário: “Acho muito bacana o Espaço Artes. Eu sempre que passo pelo hall  procuro ver os quadros. Na mostra do Caravaggio, o quadro Amor Vincent Omnia me chamou atenção e depois fui pesquisar mais sobre a tela. A mostra desperta interesse e isso faz com que aprendamos mais sobre arte.”  Sávio Rodrigues – Sistema da Qualidade